sábado, 8 de julho de 2017

RESENHA: Os segredos de Colin Bridgerton

Mais uma resenha por aqui. Hoje eu conto para você as minhas impressões sobre o quarto livro da série dos Bridgertons. Meu primeiro contato com romance histórico foi com esses livros, e eu me apaixonei de primeira, porque já gostava dos filmes desse tipo, mas conhecer os livros foi muito melhor.


Nesse livro, o Bridgerton da vez é Colin, terceiro na linhagem da família. Colin é um dos solteiros mais cobiçados de Londres, porém vive viajando, o que torna a busca por uma noiva um pouco mais difícil, Penelope Featherington que o diga. A moça é amiga da família desde criança, sua melhor amiga é uma das irmãs de Colin, Eloise, que assim como Penelope é uma solteirona já na casa dos 30 anos.
Penelope nunca foi uma jovem muito bonita. Acima do peso, rosto não muito atraente e ainda por cima sua mãe não ajudava na hora de escolher seus vestidos, colocando a menina em cores que nada valorizavam seu tom de pele e cabelo. Agora, aos 33 anos, ela já escolhe os próprios vestidos e seu peso se normalizou, surpreendendo Colin, que ao voltar de viagem  repara na moça de uma forma diferente.
Os dois já se falavam antes, Colin até a tirava para dançar nos bailes, mesmo que por educação, ainda assim eram amigos. Mas Penelope sempre quis algo mais, mas ele só a enxergava como uma companhia ocasional. Porém depois dessa mudança de aparência que ela sofreu, somada ao seu senso de humor afiado, os dois parecem passar muito mais tempo juntos.
Mas, quando Colin volta de viagem, Penelope descobre seu maior segredo e agora precisa repensar suas opiniões sobre o jovem, seu objeto de desejo. Acontece que ela guarda um segredo maior ainda.
Bom, ainda não li os outros livros e nem li nada sobre eles, mas acho que nesse livro tem uma das maiores revelações da série, que eu pensei que só veria no último livro. Confesso que essa revelação tão cedo me decepcionou um pouco, não por não ser o que eu esperava, mas pelo mistério ter durado tão pouco.
Ao longo do livro Colin vai se aproximando de Penelope, até que rola aquele beijo tão esperado, que mexeu com o rapaz, o fazendo pensar como nunca havia feito isso antes.
Uma das coisas que eu mais gostei nesse livro foi o fato de os dois já terem uma história, mesmo que apenas de amizade e poder acompanhar essa evolução dos dois e vê-los juntos. Acho que nós, mulheres, até nos identificamos mais com a Penelope, principalmente, porque muitas vezes a gente tem aquele "crush" em um carinha por muito tempo e não faz acontecer, mas na ficção é tudo muito mais fácil.
Ao longo dos três primeiros livros, logo no início dos capítulos nós podemos ler as Crônicas da sociedade de Lady Whistledown e dessa vez, mais do que nunca, todos estão em uma busca para descobrir quem é essa mulher. E tem até aposta rolando, valendo mil libras para quem adivinhar a identidade dessa tão famosa colunista de Londres.
É claro que tem gente tentando sabotar essa aposta, dando informações falsas e até se colocando como Lady Whistledown para ganhar o prêmio, mas não vai ser tão fácil assim.
Uma mensagem muito importante que eu vi também, pelo menos eu entendi assim, é que se a gente quer algo, nós temos que fazer por onde, não basta olhar para o que os outros têm e desejar igual, você tem que saber do que é capaz e utilizar isso para ir atrás dos seus objetivos. Vou explicar:
Como eu disse anteriormente, Colin viaja bastante e, ao longo das viagens, ele escreve diários sobre suas experiências nesses lugares. Mas acontece que ele não está feliz com isso, em somente viajar, viajar e viajar. Ele vê que os irmãos fazem algo mais, trabalham, têm talentos e são felizes desse jeito. Ele também gostaria de ter um talento, como o de seu irmão Benedict, por exemplo, que pinta. Até que Penelope, sem querer, lê  um trecho de um de seus diários e o elogia bastante, dizendo como ela se sentiu no lugar dele, como ele descreve bem o que está sentindo, fazendo parecer que ela não está apenas lendo aquilo, mas vivendo. Coisas que nós, leitores, encontramo em um bom livro né? Ela, então, o incentiva a publicar seus diários, mas ele não acha que será bem sucedido nisso, afinal, quem vai querer ler suas experiências de viagem pelo mundo além da família?
E o que eu mais gostei foi isso, o fato de ela incentivá-lo a tornar o que ele faz por fazer, por mais que ele goste de escrever, em algo que lhe dê retorno, tanto financeiro, que convenhamos ele não precisa haha, mas também em dar a sensação de realização que ele tanto queria, de fazer algo realmente importante, que o deixa feliz. Algo que ele faz por gostar e não por se sentir obrigado a se parecer com seus irmãos.
Por hoje foi isso. Talvez, semana que vem eu volte com a resenha de A dama da meia noite da Cassandra Clare. Digo talvez, pois não sei se estarei viajando e também porque estou lendo A fúria dos reis ao mesmo tempo, então está complicado.
Até o próximo e obrigada por ler!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

RESENHA: Uma janela para o céu - Marina Machado

"Eu entendo você. Houve uma época em que eu era uma estranha na minha própria vida. Todos os dias acordava acreditando que nada estava...