sábado, 8 de julho de 2017

RESENHA: A Revolução dos bichos

"Já naquela altura, depois de tanto abuso, era impossível distinguir homem do porco."

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Olá! Hoje tem resenha crítica de A Revolução dos Bichos, escrito por George Orwell publicado em 1945. Ele tem duas adaptações cinematográficas, os links estarão disponíveis ao final da resenha para quem se interessar.

Gerorge Orwell faz uma crítica sobre a sociedade embasando capitalismo e o comunismo, submissão e revolução. Onde nossos vícios nos colocam em posições de aceitação voluntária ao Estado, ou a uma "oligarquia" que aparenta ser boa; e a submissão de muitos gera poder a poucos por perderem seu senso de liberdade.

Eu achei este, um livro completamente empolgante e digno de análises mais profundas. A minha análise pessoal é a de que nós nos tornamos porcos com nossos vícios e cobiças e que a liberdade é algo natural, mas pode ser roubada facilmente pelo medo; e as pessoas não sabem o potencial que tem juntas quando seus ideais estão em jogo.

Achei relevante fazer comparações com o livro O Príncipe de Niccolò Machiavelli, pois ressalta as melhores formas de um soberano manter o poder (como um manual) e ainda põe a questão da tirania, o medo e o respeito; mas vou focar neste livro em outra oportunidade, em breve.

O livro A Revolução dos Bichos começa na Granja Solar, sob a administração do Sr. Jones. Os animais são explorados pelo cuidador que por sinal tinha problemas com bebida e descontava suas frustrações nos bichos.

Os animais se reuniam em assembleias ao anoitecer, regidas pelo porco Major, que era o mais velho da fazenda e o mais sábio, que por todos era respeitado. Onde chamou ao entardecer todos os animais para tratar de assuntos referentes a ordem e disciplina que deveriam ser tomadas para manter a paz na fazenda após a sua morte, que logo iria ocorrer, pois ele já estava em seus últimos "oincs" de vida.

Sobre as leis descritas no livro, eu consegui associá-las a ideia do jusnaturalismo , onde as leis (ou mandamentos) divinas e imutáveis mantinham a ordem. E tais era elas:

1- Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo;
2- Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas ou tenha asas é amigo;
3- Nenhum animal usará roupas;
4- Nenhum animal dormirá em cama;
5- Nenhum animal beberá álcool;
6- Nenhum animal matará outro animal;
7- Todos os animais são iguais.

Após a morte do porco Major, os demais animais viveram em harmonia e igualdade, até que os demais porcos, que se autointitularam mais inteligentes, começaram a governar a granja e usavam cães adestrados para acabar com qualquer indício de rebelião.

O porco Napoleão é, com certeza, alvo de ódio de todos os leitores dessa obra e pode ser facilmente comparado com certos governante do país.

Todos os animais se tornam submissos aos porcos que no decorrer da estória quebram todas as leis impostas para a ordem e a paz, e o caos se instaurara onde a lei maior passou a ser: Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros.

É notável a ineficácia do comunismo, ao meu ver, dentro da obra onde o estado de anarquia é o único modo de retomada da ordem para tirar o tirano do poder. E também, a comparação feita por mim sobre O Príncipe (de novo? Siiim!) é de onde diz que é melhor ser temido do que amado. E que sob medo, dificilmente se tenta uma rebelião; a liberdade se torna algo mais utópico e menos desejável ao se ver os riscos de uma represália. Mas sobre um desejo de liberdade que todos os seres que já a experimentam tem, é mais provável que os mesmos a busquem retomar sobre os riscos de morte.
Leitura obrigatória, poderia também ser traduzido para: Game os Thrones dos Bichos.

Esse livro não é muito grande, dá para ler em um dia, tem menos de 145 página. E o final fica para quem se interessou.

Então a dica é: pegue uma caneca cheia de café e desfrute desse ótimo livro.

Por Noelson Araújo

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