"Ele era um bom homem. Defendia garotinhas e unicórnios. Valsava de bengala. Não merecia ter a vida definida por um único erro. Sarah Pleinsworth nunca fora de meias medidas e sabia que, se realmente amava aquele homem, dedicaria a vida a fazê-lo entender este simples fato: ele era precioso. E merecia cada gota de felicidade em seu caminho."

O casamento ou a morte. Eram as únicas saídas de quem fazia parte do quarteto Smythe-Smith e Sarah estava desesperada para que se casasse logo, não aguentava mais a humilhação anual pela qual passavam. Na verdade, nem era para ela estar no grupo musical ainda. Se não fosse por Lode Hugh Prentice, há três anos, quando desafiou Daniel Smythe-Smith, primo de Sarah, para um duelo armado, fazendo com que a família ficasse tão abalada com o exílio de Daniel, a ponto de não permitir as damas da família de participarem daquela temporada. Pelo que parece 14 moças foram pedidas em casamento e a partir daí seu ódio pelo Lorde Hugh só aumenta.
Nesse livro, nós acompanhamos como o ódio pode se transformar tão rapidamente. Há dois casamentos prestes a acontecer: o de Lorde Chateris com Honoria Smythe-Smith e Daniel Smythe-Smith com Anne Winter, dos livros anteriores. E Sarah é convocada por Honoria para ser "babá" de Hugh durante o café da manhã de seu casamento. Nem Sarah, nem Hugh estão muito satisfeitos com esse arranjo, mas para agradar a noiva eles concordam. Mas antes, Julia Quinn nos traz um flash back de como eles se conheceram em ambas as perspectivas para que possamos entender melhor essa discórdia entre eles.
Porém, quando se encontram na companhia um do outro e têm de fingir estarem se divertindo, acabam se conhecendo melhor e, aos poucos, mudando suas opiniões. Sarah não mede palavras para se dirigir ao Lorde e ele não se esforça para demonstrar o mínimo de cavalheirismo com a dama. A maioria das situações são bem engraçadas, eles trocam insultos quase que o tempo todo e eu não sabia de que lado estava.
O casamento de Honoria passa e os dois continuam não se entendendo muito bem. Partindo para a próxima viagem, rumo a mais um casamento, Sarah e Hugh viajam na mesma carruagem, mas não a sós, junto com eles estão: Harriet, Elizabeth e Frances, irmãs mais novas de Sarah. No meio do percurso acontece um acidente e Sarah torce o tornozelo depois de tropeçar no degrau da carruagem e cair em cima de Lorde Hugh. Sendo assim, ela se vê presa em uma cama até que esteja em melhores condições, mas não consegue ficar tão parada, até que em uma das vezes que resolve ir até a biblioteca, encontra Hugh no caminho e ele lhe empresta sua bengala.
A partir daí, os dois começam a se encontrar com mais frequência e entenderem os problemas um do outro. O bom dos livros da Julia Quinn é que, mesmo que sejam parecidos (a moça que não se entende com o moço ou um dos dois que não pretende se casar), todos têm uma história por trás, motivos que os levam a pensar daquela forma e é tão bom acompanhar esses sentimentos se transformarem e ver os personagens evoluírem e construir aquilo juntos. Além dos segredos que eles escondem, mas que por conta do amor que sentem um pelo outro, estão dispostos a superar e seguir em frente.
Por hoje foi isso. Espero que tenha gostado.
Obrigada por ler e até o próximo!
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